21/12/16 14h19

Start-Up Brasil e IoT estão entre as prioridades do MCTIC para 2017

PROTEC

Digitalizar todos os setores econômicos do Brasil, aproveitando as tecnologias emergentes como computação em nuvem e Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e fomentar o ecossistema digital brasileiro estão entre as prioridades do governo federal no próximo ano. Para isso, as políticas públicas interrompidas devido a crise econômica precisarão ser retomadas e novas iniciativas implementadas.

Em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I, o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Comunicações (MCTIC), Maximiliano Martinhão, garante que no início do próximo ano será retomada a nova etapa do programa Start-Up Brasil. A fase foi anunciada em abril, mas não saiu do papel em 2016. Além disso, o secretário deu como certo o lançamento do Plano Nacional de IoT.

“A primeira ação que pretendemos lançar logo no início do próximo ano, até de forma atrasada, é a nova etapa do Startup Brasil. Tão logo vire o ano, até final de janeiro, conseguiremos lançar o programa. Em março ou abril, lançaremos o Plano Nacional de Internet das Coisas”, previu Martinhão.

Desde 2014 não há editais para o Start-Up Brasil. Em abril, quando foi anunciada a fase apelidada de 2.0, estavam previstos um total de R$ 40 milhões. Desse montante, R$ 20 milhões seriam investidos na aceleração de 100 empresas nascentes de base tecnológica, R$ 10 milhões nas startups que trabalham com hardware e outros R$ 10 milhões para estimular empreendedores no setor de tecnologias da informação e comunicação (TICs).

Contudo, com os impactos do arrocho econômico, a próxima chamada poderá vir com a esperada redução de valores, como estimaram especialistas do setor. “Já há previsão de recursos para a Start-Up Brasil. Estamos imaginando uma chamada que possa chegar até R$ 10 milhões”, projeta o secretário de Política de Informática.

Na visão de Martinhão, fomentar o ecossistema digital do Brasil com políticas públicas é essencial para gerar crescimento econômico e tecnológico no País. “Permitir o desenvolvimento das startups e a promoção dos grandes negócios de TI [tecnologia da informação] no Brasil são as nossos prioridades. A criação de demanda e oferta é que gera o desenvolvimento”, explica.

Por meio de chamadas nacionais e internacionais, lançadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Start-Up Brasil já apoiou 183 empresas de 17 estados e 13 países desde 2012.

Internet das Coisas

A aposta do MCTIC para digitalizar o Brasil é o Plano Nacional de Internet das Coisas. Um estudo técnico foi encomendado recentemente pelo MCTIC e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para mapear as melhores práticas internacionais e oportunidades para empresas locais e atrair multinacionais. O objetivo do levantamento é diagnosticar o cenário nacional e propor políticas públicas em IoT.

“Seria o uso intensivo da informática para melhoria dos serviços públicos e privados. Aproveitar as tecnologias emergentes para cumprir com a digitalização de todos os setores econômicos”, comentou Martinhão.

O termo Internet da Coisas é usado para designar a tendência tecnológica de conectar digitalmente objetos do dia a dia, como aparelhos eletrodomésticos, máquinas industriais e meios de transporte, que passam a trocar dados entre si e a se moldar ao comportamento das pessoas. Como parte do estudo, uma consulta pública sobre o tema foi aberta pelo MCTIC e receberá contribuições da sociedade até 16 de janeiro.