Cana-de-açúcar

O Estado de São Paulo é referência global no cultivo e na produção de derivados de cana-de-açúcar. Como maior produtor mundial de etanol a partir da cana-de-açúcar, o Estado é pioneiro em pesquisa e desenvolvimento nesse setor e detém uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

Segundo o Sistema de Acompanhamento de Produção Canavieira (Sapcana), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a indústria sucroalcooleira paulista produziu 21 milhões de toneladas de açúcar e 11,6 bilhões de litros de etanol, que representam, respectivamente, 58,7% e 51,2% do total produzido no Brasil, em 2012. Entre 2003 e 2012, a produção paulista de açúcar cresceu 73,8% e a de álcool 64,5%, impulsionada pelo mercado estadual de biocombustíveis. A economia do setor sucroenergético representa 44% de toda a agropecuária paulista.

As exportações da cadeia produtiva da cana/sacarídeas somaram US$ 11 bilhões, em 2011, representando 53% das exportações brasileiras desse segmento. O principal produto foi o açúcar, com 69%.

São Paulo possui usinas instaladas que processam matéria-prima proveniente de cerca de 5,2 milhões de hectares plantados com cana-de-açúcar. Essa área representa 54% dos quase 9,6 milhões de hectares com a cultura em todo o território brasileiro na safra 2011/2012. A área do canavial de São Paulo é equivalente aos territórios da Croácia ou da Costa Rica.

A cultura da cana está distribuída em praticamente todo o Estado de São Paulo, com destaque para o centro-norte (Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca e Barretos), as regiões de Campinas, Bauru e Jaú e, mais recentemente, o oeste (Araçatuba e Presidente Prudente).

Sustentabilidade

Para reforçar seu compromisso com o meio ambiente, o Estado de São Paulo adotou, em 2007, o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro, com o objetivo de substituir a queima da palha pela colheita mecanizada. Na safra de 2012, a utilização da colheita limpa superou a marca de 70%. Cerca de 90% do parque agroindustrial e mais de 5,6 mil fornecedores de cana, por meio de suas associações, já aderiram ao protocolo, que pretende extinguir a queima até 2017.

De acordo com estudos da Organização das Nações Unidas (ONU), o etanol brasileiro não apresenta riscos para a segurança alimentar, além de apresentar a maior produtividade em litros por hectare quando comparado às demais alternativas. O Brasil utiliza 2% de suas terras cultiváveis para produção de etanol e suas principais áreas de produção de cana-de-açúcar ficam a pelo menos 2,5 mil quilômetros de distância da Amazônia.

Pesquisa e desenvolvimento

São Paulo é o berço do desenvolvimento tecnológico e da indústria de base para consolidação da produção de cana-de-açúcar no Brasil. Entre os seus institutos de pesquisa, é possível destacar:

Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) – um dos principais centros mundiais em pesquisa e aplicação da biotecnologia na cana.

Instituto Agronômico de Campinas (IAC) – desenvolve programa de melhoramento genético da cana.

Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) – voltado à pesquisa para obtenção de etanol de cana-de-açúcar com alta produtividade, máximo aproveitamento da matéria-prima e observância de práticas sustentáveis.

Pesquisa em Bioenergia (Bioen) – programa mantido pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp) voltado ao estímulo e à articulação de atividades de pesquisa e desenvolvimento, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais na promoção do conhecimento e sua aplicação em áreas relacionadas à produção de bioenergia.

Parque Tecnológico de Piracicaba – com uma área de 688 mil m², o local conta com programas de inovação tecnológica associados a empreendimentos para a conversão de fontes de biomassa em combustíveis renováveis. Dispõe de uma incubadora para abrigar empresas industriais ou de prestação de serviço, em sua fase nascente.

Núcleo de Apoio à Pesquisa em Bioenergia e Sustentabilidade (NAPBS) – lançado em 2011, tem como objetivo estimular e articular pesquisas sobre biomassa e tecnologias de transformação em biocombustíveis, integrando o conhecimento produzido pelos especialistas das três universidades públicas de São Paulo.

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