18/02/16 14h28

Aceleradora Wayra do Grupo Telefónica ganha nova sede em São Paulo

IDG Now

O segundo andar do edifício da Telefônica, na Bela Vista, bairro central de São Paulo, se diferencia dos demais do prédio. O local é a nova sede da aceleradora Wayra Brasil, que até então reservava à região da Berrini. No novo endereço, doze startups dividem o espaço e passam por uma espécie de graduação de seus negócios, além de receberem um aporte no valor de R$ 200 mil da Telefónica.

Segundo Renato Valente, novo country manager da Telefónica Open Future Brasil, programa global do grupo focado em empreendedorismo e inovação, a mudança visa estar em uma área mais central da cidade e, claro, mais próximo da própria Telefónica.

“Acho que o maior diferencial competitivo da Wayra é ter a Telefónica do lado. Você tem uma empresa gigantesca que não precisa ser necessariamente o primeiro cliente de uma startup, mas que pode mudar a história do negócio pela sua capilaridade, é uma empresa que tem milhões de clientes”, ressalta Valente que também fundou uma startup que passou pela primeira turma de aceleração da Wayra.

Ao todo, desde que começou a atuar no Brasil, a aceleradora do grupo Telefónica graduou 54 startups. Juntas, elas foram responsáveis por um faturamento de R$ 40 milhões em 2015. No ano anterior, o faturamento das mesmas companhias juntas foi de R$ 8 milhões.

“Para cada um real que a Telefónica investe, o mercado investe 5. Se você olhar para as outras Wayras no mundo, esse número é de 3,5. Temos empresa daqui captando R$ 30 milhões em rodadas de investimento. É um número que está crescendo. Faça chuva ou faça sol, com crise ou não, as startups vão embora”, defende o executivo.

Atualmente, o Open Future conta com unidades da Wayra na América Latina, Espanha, Alemanha e Inglaterra.

Parceria Inatel e Ericsson

Outra novidade para o Brasil é a criação de um espaço de crowdworking. Ainda em fase de implementação, o escritório ficará na cidade de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais e contará com a parceria da Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações) e Ericsson. O foco da iniciativa serão empreendedores que desenvolvam soluções em IoT e Telco.

Ao fornecer infraestrutura, suporte técnico e mentoria, o objetivo do programa é ajudar a impulsionar o talento local e incentivar jovens com vocação empreendedora a colocar em prática suas iniciativas. Em resumo, é uma espécie de “mini-Wayra”, porém sem aporte de investimento. Segundo Valente, a expectativa é abrir outras unidades de crowdworking e manter “olheiros” atentos às inovações no país.

Empreendedores que passarem pelo crowdworking, por exemplo, terão uma chance de serem acelerados pela Wayra, apesar de não ser uma regra. Para Valente, a instalação de novos escritórios do grupo é estratégica: visa encontrar mais empreendedores e projetos que possam agregar ao Open Future.

“O Brasil é um país muito grande e tem muita coisa bacana acontecendo. E quer queira quer não a coisa fica muito concentrada no Sudeste, e fora daqui é incrível a quantidade de projetos inovadores que temos”, diz o executivo.